Os agricultores do projeto de Irrigação Manuel Alves, no município de Dianópolis, a 320 km de Palmas, estão transformando a realidade da Região e melhorando sua qualidade de vida. Contando com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), e com ações voltadas para o incentivo à produção, os produtores desde 2011, já firmaram vários convênios e fecharam financiamentos.

 

Dentre eles, destaca-se o convênio com o Banco do Brasil para receber recurso do Programa Nacional de Habitação Rural (PNRH) - Minha Casa Minha Vida. O coordenador do projeto de Irrigação Manuel Alves da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), Ítalo Marcel Costa, e produtores estiveram na Superintendência da instituição financeira para tomar conhecimento sobre o andamento do processo. Os 50 beneficiados esperam o repasse do recurso, no valor de R$ 2 milhões, que deve ser liberado ainda no primeiro semestre deste ano. Cada agricultor receberá R$ 35 mil para construção da casa rural de dois quartos, sala e cozinha.  

 

Segundo Costa, desde 2011 quando foi criado o Distrito de Irrigação, responsável por administrar o projeto, a realidade no local vem se transformando, com a melhor organização dos produtores e concentração de forças para alocar recursos variados. Sobre o Minha Casa Minha Vida Rural, Costa explica que é de grande importância. “Ele permite a fixação do homem no campo, valoriza a propriedade rural individual, além de proporcionar melhores condições de vida aos agricultores”, argumentou.

 

Para o secretário executivo da Agricultura e Pecuária, Ruiter Padua, o exemplo do Manuel Alves deve ser seguido por outros produtores tocantinenses. “A criação do Distrito dentro do Projeto de Irrigação é de fundamental importância para sua operacionalização e a criação de cooperativas é fator preponderante para a aquisição de insumos com menores preços e ainda facilita a comercialização de produtos”, garantiu, acrescentando que a Seagro está à disposição dos produtores para auxiliar com orientações técnicas e ainda buscar resolver demandas referentes ao setor.

 

Os produtores também têm a comercialização de parte das frutas garantida, com convênio firmado com a Companhia Nacional Abastecimento (CONAB) no valor de R$ 6 mil para cada agricultor, que abastece, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), escolas e entidades assistenciais. Outro recurso que irá fortalecer a produção de frutas do Projeto vem do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 50 mil. “Com essa verba, os agricultores pretendem implantar uma agroindústria para processamento de frutas”, explicou Costa.

 

Com tanto investimento, a cada safra, o projeto potencializa sua produção. Em 2013, foram produzidas 2.300 toneladas de frutas. Já para 2014, a estimativa é chegar a 3.360 toneladas: um aumento de 46%. Até junho deste ano eles querem produzir 1.200 toneladas de bananas, 60 toneladas de maracujá, 300 toneladas de melancia, 60 toneladas de mandioca, 30 toneladas de pinha e 30 toneladas de abacaxi.

 

Fonte: surgiu.com.br