A matéria abaixo é manchete de capa da edição de hoje do Jornal do Tocantins. Confira:

Investigada suposta rede de pedofilia

2 pessoas foram presas semana passada, depois que a polícia teve acesso a um vídeo de pornografia

Ana Paula Rehbein
Especial para o Jornal do Tocantins

A Polícia Civil de Dianópolis, a 352 quilômetros de Palmas, no Sudeste do Estado, está investigando uma suposta rede de pedofilia na cidade. Na semana passada, o professor de dança Evaldo Tavares de França, conhecido como Vadinho, 28 anos, e seu irmão Reinaldo Tavares de França, 30, foram presos, depois que a polícia teve acesso, através de denúncia anônima, a um vídeo que continha cenas de pornografia infantil. Nas imagens, Vadinho aparece fazendo sexo oral com uma de suas alunas de apenas dez anos de idade. Na residência do acusado, a polícia apreendeu revistas e CDs pornográficos, além de um computador que pertencia ao irmão dele que também foi preso.

Os moradores de Dianópolis estão abalados com o caso de pedofilia, que já é o quarto ocorrido na cidade em menos de um ano. A polícia informa que outras pessoas devem ser presas. “Não descartamos a possibilidade de Dianópolis ter uma rede de pedófilos que envolve mais pessoas, além destas que foram presas. Tudo deve ser esclarecido quando os próximos laudos ficarem prontos”, revela o delegado Joel Helber Gomes da Silva, que investiga o caso.

De acordo com a polícia, a criança disse, em depoimento, que o professor prometia enviar os vídeos das apresentações de dança dela para um programa de televisão infantil. “Ele seduzia fazendo promessas, dava brinquedos, balinha e pequenas quantias em dinheiro”, disse o outro delegado responsável pelo caso, Marcelo Santos Falcão.

LESÕES
Em entrevista ao Jornal do Tocantins, a mãe da menina que aparece no vídeo disse que a filha ainda tem hematomas no pescoço, na garganta e se recusa a ir à escola. “Não sei mais o que faço. Além dela não querer mais sair na rua, não quer mais ir para escola, porque os colegas começam a apontar o dedo para ela. Ela não consegue ingerir os alimentos, por causa de lesões na garganta”, desabafa a mãe.

Na cidade, os moradores estão chocados com a notícia, principalmente porque Vadinho dava aulas para cerca de 100 crianças, em cinco escolas. “É um absurdo, não podemos admitir uma coisa destas, nossa cidade é pequena demais, este tipo de crime precisa ser combatido o mais rápido”, fala o comerciante Joaquim Filho, que mora na cidade há cerca de 20 anos.

Os dois acusados estão presos na Casa de Prisão Provisória de Dianópolis.