Após alguns dias de investigação a Polícia Civil, por intermédio da 8ª Delegacia Regional (DRPC) de Dianópolis, sudeste do Estado, desvendou o homicídio no qual foi vítima Tibúrcio Alves da Silva, de 58 anos e efetuou a prisão de Juscemário A. de S., vulgo “Pedro”, de 36 anos; José Lino de S. N., vulgo “Neto”, 33 anos e José D. do R., vulgo “Dominguinhos”, de 70 anos. Os três indivíduos foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado por tortura e ocultação de cadáver.

Conforme os delegados Afonso José Azevedo de Lyra Filho e Ibanez da Silva Ayres, no dia 29 de março de 2016, a esposa de Tibúrcio compareceu à Delegacia de Polícia Civil informando que ele havia sido sequestrado por três indivíduos, que ocupavam um veículo VW Gol, de cor preta. De imediato, o delegado e sua equipe foram até a propriedade da vítima, a qual fica localizada na zona rural de Dianópolis, onde puderam constatar marcas de pneus de carro e sinais de luta corporal.

Com as investigações, o delegado apurou que um parente da vítima conhecido apenas como Pedro, e que possui uma chácara vizinha a de Tibúrcio, seria o principal suspeito pelo crime. Diante disso, os policiais civis deslocaram-se até a casa de Pedro, mas não o encontraram, todavia, apreenderam uma espingarda calibre 32, de propriedade do homem. Ainda durante as investigações, os agentes descobriram que o veículo Gol, pertence a um indivíduo conhecido apenas como “Neto”. Os policiais então montaram campana nas imediações da residência de Neto, mas não o encontraram, tendo recebido a informação de que o suspeito encontrava-se em uma fazenda localizada na zona rural de Barreiras (BA).

Os agentes foram até o local e encontraram o homem, que confirmou ser o dono do gol, mas que o carro estaria passando por reparos em uma oficina na cidade de Luis Eduardo Magalhães (BA). Os policiais foram até a oficina mencionada mas não localizaram o automóvel. Nesse momento, os delegados receberam uma denúncia anônima informando que um senhor de idade, acusado de participar do crime, estaria torturando a vítima em uma casa no Povoado Missões, o que não foi confirmado pelos policiais civis que foram até o local. No entanto, no dia 1º de abril, a polícia recebeu informações de familiares de que o corpo da vítima havia sido localizado, próximo a estrada que dá acesso ao Povoado Missões.

Os policiais civis se deslocaram até o local informado e lá encontraram um corpo parcialmente enterrado, em estado avançado de decomposição, apresentando várias lesões pelo corpo e com indícios de que havia sofrido tortura. Após a localização do corpo, o delegado Afonso José, representou junto ao Poder Judiciário, pela prisão preventiva de Juscemário e José Lino, devido aos fortes indícios levantados pela Polícia Civil do envolvimento dos mesmos na morte de Tibúrcio.

Os mandados em desfavor dos dois suspeitos foram concedidos pelo Juízo da Comarca de Dianópolis e com isso os policiais civis passaram a efetuar diligencias no sentido de localizar Juscemário e José Lino, sendo este último preso, na manhã do último dia 3 de abril. Na mesma ação, os policiais civis apreenderam, escondido na casa da irmã de José Lino, o gol utilizado no crime e o encaminhou para a perícia. No carro foi identificado vestígios de sangue no teto e na capa do banco traseiro. Ao ser ouvido pelo delegado, José Lino alegou inocência, afirmando que o crime havia sido cometido pelo seu concunhado Juscemário, bem como por um indivíduo conhecido como “Dominguinhos”. Diante disso, os agentes empreenderam novas diligências e prenderam José Domingos dos Reis.

Durante as oitivas, Juscemário se apresentou a polícia com seu advogado e confessou a prática do crime, alegando ter agido juntamente com José Domingos e José Lino. De acordo com ele, Tibúrcio havia sido executado por José Domingos e outro indivíduo ainda não identificado. Diante dos fatos, José Lino, José Domingos e Juscemário foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado com emprego de tortura e ocultação de cadáver. Após os procedimentos cabíveis, os três suspeitos foram encaminhados à Casa de Prisão Provisória (CPP) de Dianópolis, onde permanecerão à disposição do poder judiciário e as investigações foram intensificadas no sentido de identificar e efetuar a prisão de um quarto homem, também envolvido no homicídio.

Fonte: Ascom SSP-TO