Por meio de nota, a Secretaria da Saúde (Sesau) negou a intenção de terceirizar o Hospital Regional de Dianópolis (HDR), conforme anunciado pela assessoria do deputado estadual José Salomão (PT). Em material divulgado nesta manhã, o petista alegou que em reunião na sexta-feira, 1º, o titular da pasta, Marcos Musafir, teria anunciado a terceirização da unidade, o que foi negado nesta tarde. “O secretário comunicou a abertura de chamamento público para contratação de médicos”, resume.

De acordo com o governo, a audiência realizada com deputados, o prefeito de Dianópolis, Régis Melo e comitiva composta por vereadores do município foi somente para informar medida que já vem sendo tomadas para melhorar a assistência naquela unidade hospitalar, entre elas, a comunicação da abertura de chamamento público, onde empresa apresentou proposta. “Em nenhum momento o secretário anunciou a terceirização da unidade hospitalar, mas que este solicitou apoio no reforço ao convite para que médicos do quadro funcional do município reforcem o hospital”, discorre a nota.

A Sesau falou das dificuldades com pessoal para a unidade, informando que contratou 19 profissionais desde 2015, e destes, 13 pediram demissão por razões de cunho pessoal, alega. “É constante a busca por profissionais que queiram permanecer atuando na unidade”. “A Secretaria esclarece ainda que não tem medido esforços para melhorar a assistência no Hospital Regional de Dianópolis, principalmente no que se refere à oferta de recursos humanos”, finaliza.

Simed reage
Com a possibilidade de terceirização ventilada pela assessoria parlamentar de José Salomão, o Sindicato dos Médicos (Simed) reagiram duramente. “O sindicato vem a público novamente repudiar a medida que, mais uma vez, é equivocadamente anunciada como a única solução possível para as mazelas da saúde pública no Tocantins. O Simed entende que a história e as consequências das terceirizações impetradas na recente história do Tocantins não são observadas pela gestão estadual, ré em diversos processos pendentes de decisão judicial”, relata em nota.

O sindicato cita que a saúde pública do Tocantins está “um caos”, o que seria resultado de “omissão e reincidentes falta de competência e de boa fé por parte da gestão estadual”. “Não dota o serviço de saúde das condições mínimas de trabalho, incluindo recursos humanos suficientes e o fornecimento regular e suficiente de insumos, medicamentos e material”, critica o Simed, condenando novamente o descumprimento à decisões judiciais.

“Quando não se tem competência gerencial e administrativa para planejar e executar políticas públicas de saúde que efetivamente atendam aos anseios da população chega a ser compreensível que, para a atual gestão, só reste uma única saída: transferir as responsabilidades para terceiros”, dispara o sindicato, antes de reforçar o repúdio a possibilidade de terceirização de qualquer unidade de saúde.

Fonte: Cleber Toledo