Noélia Araújo

Quando o avião da VASP fazia linha de Belém para Brasília com escala em Dianópolis, D.Lindaura, do Hotel Macedo, colocou no aeroporto um restaurante, onde fornecia almoço para a 

tripulação e passageiros deste avião.

Certo dia, fui lá com Candinho pegar um passageiro que vinha de Brasilia, e na chegada encontrei meu primo Hagaús que saía do restaurante,saboreando um pedaço de frango
assado.Ao fazer os cumprimentos, ele foi logo tirando um pedacinho do frango e me dando pra comer, dizendo que estava muito gostoso.

Recebí, pús na boca, comecei a mastigar, tava delicioso mesmo, bem temperadinho!

Só que, antes mesmo de engolir, ele virou pra mim dizendo:Ei Nó, mas é bom carne de rã, né?
Aí não prestou não, aquele trem inchou na minha boca, comecei a repugnar e fazer vômito, indo pro oitão da casa botar pra fora, pois tenho nojo daquela iguaria! Quando meus
meninos eram pequenos, lá na fazenda Barracão, eles se juntavam ao seu Luis matador de onça, e á noite iam pro córrego matar rã.

Aí eu já ia prevenindo logo:

Em minhas panelas vocês não cozinham essa porqueira!


Noélia Póvoa Araújo é casada, mae de 5 filhos, membro da Academia Dianopolina de Letras e é da Rua de Baixo